24 de novembro de 2016

Livro: Pollyanna


Existem alguns clássicos que sempre tive vontade de ler, mas por algum motivo que não sei, nunca fui atrás. Pollyanna veio até mim, quando eu estava na biblioteca e tinha uma estante de “indicações da semana”. Era o único livro que eles estavam indicando e sinceramente? O melhor que li esse ano. Por isso, você não perde nada lendo essa resenha.

Pollyanna é a menina mais doce e positiva que eu já conheci nos livros da vida. Vivia com seus pais e irmãos de forma simples e desde sempre aprendeu com seu pai a enxergar as coisas da melhor maneira possível, mesmo que de Natal em vez de ganhar uma boneca, ganhasse um par de muletinhas e mesmo que em casa todos os dias só tenha feijão para comer.

“Jennie escreveu algumas vezes, de raro em raro, e deu à filhinha o nome de Pollyanna em homenagem às suas duas irmãs, que se chamavam Polly e Anna”. - Página 8

A doce menina perdeu os pais e irmãos muito cedo e de repente se viu sem ninguém. Passou então a ser cuidada pelas Damas da Sociedade Beneficiente de onde morava, até descobrirem que ela tinha uma tia (Miss Polly) distante, que poderia cuidar dela e a enviou para sua residência.

Miss Polly era uma pessoa amargurada, solitária e um tanto vaidosa ($$). Com muitos quartos luxuosos, colocou a garota para dormir num quartinho de frente o sotão, que mais parecia um forno do que um quarto. Era muito rígida e ninguém entendia o motivo, já que Pollyanna era um doce de menina.

Afinal de contas”, ia ela pensando; “devo ficar alegre de que a titia não queira ouvir falar de meu pai. Será mais facil para mim, se não posso falar dele. Talvez por isso ela não queira que eu fale, para não se comover”.- Página 21

Mas nada que sua tia fizesse, fazia com que a garotinha ficasse mal, pelo contrário, todas as vezes que algo parecia frustrá-la em toda sua vida, se lembrava do jogo que seu pai a ensinou, o “Jogo do Contente” que dava para ela, motivos para ficar feliz mediante a situações difíceis. O jogo dava tão certo que a menina sempre olhava positivamente para as situações complicadas (que no livro vemos muitas) e onde quer fosse, ensinava as pessoas a jogar, para que todas pudessem ser feliz também, o que fazia com que Pollyanna conquista-se todos ao seu redor.

''- Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for – explicou Pollyanna com toda a seriedade. - E começamos com as muletinhas.'' - Página 29


Fazia tempo que eu não lia um livro tão focado em motivação e superação. Pollyanna foi um presente para mim esse ano (literalmente falando) e embora tenha achado que o final foi muito corrido e um pouco vago, pois eu queria saber o que ocorreu depois dos acontecimentos escritos, ele não deixou de ser especial (me disseram que tem um livro 2 então estou na expectativa da continuação). Acredito que nada que eu dissesse, demonstraria de fato o que esse livro significou para mim. Pollyanna nada mais é do que uma criança, nascida em família pobre, que tinha todos os motivos para se “rebelar”, mas decidiu ser doce e acreditar que sempre, sempre mesmo, há uma forma de ficar contente independente daquilo que você passe e ela também nos ensina, que podemos conquistar as pessoas ao nosso redor, desde que tenhamos uma postura solidária.
 Posso afirmar que é impossível ler e não querer jogar o jogo do Contente o tempo todo e em todos os momentos.

AH! Antes que eu me esqueça: Essa história foi escrita e publicada aos poucos num jornal na Inglaterra e só em 1920 que foi transformado em livro. (Obrigada, Eleanor)

“Em tudo há sempre uma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la.”
- Página 41

Editora: Companhia Editorial Nacional
Número de páginas: 183
Autor: Eleanor H. Porter
Classificação: ♥♥♥♥♥ (excelente)
Assuntos abordados: família, superação, motivação.
Meu Skoob


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Um comentário:

  1. Oi Cristiane!

    Tem sim o segundo livro que é Pollyanna Moça...você vai se encantar ainda mais com a garotinha e sua incrível capacidade de reinventar as situações difíceis da vida!
    Eu me chamo Pollyanna...e tenho uma história muito linda com esses livros. Antes de minha mãe engravidar de mim ela já sabia que se um dia engravidasse de uma menina queria que se chamasse Pollyanna...maa quando eu estava pra nascer ela disse que desanimou pq o nome Pollyanna estava muito comum na época. Então minha tia-avó que criou minha mãe como filha, chegou em minha mãe como os dois livros e disse que era um presente para mim (eu ainda estava dentro da barriga de mainha), e que no momento certo eu iria ler. Então minha mãe teve a certeza de que eu seria Pollyanna.
    E ela fez a mais linda dedicatória e datou com o dia do meu nascimento. A dedicatória está na última página do livro. Logo após o acidente com a pequena Pollyanna. Quando eu o li pela primeira vez já estava em lágrimas pela pequena e após a dedicatória de minha mãe, me desfiz no choro...toda a história se tornou ainda mais linda pra mim.

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